- Research Article
- 10.51891/rease.v12i3.24411
EXERCÍCIO FÍSICO E DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA: CONTRIBUIÇÕES DO TREINAMENTO RESISTIDO À SAÚDE MENTAL
- Mar 11, 2026
- Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação
- Lírida Inês Viana Dos Santos + 12 more +12
Esse artigo buscou analisar as contribuições do treinamento resistido para o alívio de sintomas depressivos em adolescentes, identificando mecanismos fisiológicos e psicossociais e sintetizando evidências de eficácia dessa intervenção não farmacológica. Metodologicamente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, seguindo as etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008): definição da questão norteadora, critérios de inclusão e exclusão, extração e avaliação crítica dos dados e síntese dos achados. As buscas abrangeram o período de 2005 a 2025 nas bases CAPES, BVS, SciELO e PubMed, utilizando os descritores Adolescents, Resistance Training e Depression combinados por AND, resultando na seleção final de 12 estudos revisados por pares. Os resultados indicaram que o treinamento resistido, aplicado isoladamente ou combinado a outras modalidades, reduz de forma significativa sintomas de depressão e ansiedade, com efeitos comparáveis a intervenções farmacológicas e psicoterápicas. Evidências apontaram aumento de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, redução do cortisol, melhora da neuroplasticidade, do metabolismo e da composição corporal. No âmbito psicossocial, observou-se elevação da autoestima, maior engajamento social e adesão a hábitos saudáveis, especialmente em contextos coletivos supervisionados. Conclui-se que o treinamento resistido constitui estratégia segura e multidimensional para promoção da saúde mental na adolescência, recomendando-se sua incorporação em programas escolares e comunitários.
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