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  • Arqueologia e práticas artísticas de mulheres da Amazônia
  • https://doi.org/10.31057/2314.3908.v.50930Copy DOI Icon

Arqueologia e práticas artísticas de mulheres da Amazônia

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Este artigo busca analisar relações de continuidade e descontinuidade, entre objetos da cultura material cerâmica e lítica de decoração incisa e ponteada, relacionada aos indígenas Tapajó e Konduri, e objetos associados produzidos sobre suportes orgânicos, nomeadamente os frutos da Crescentia cujete. A produção de cuias no baixo Amazonas, um ofício de mulheres, representa uma rica tradição cujas origens provavelmente são anteriores a invenção cerâmica. Ricamente decoradas são uma parte pouco conhecida da cultura Santarém, que teve seu período de maior pujança entre os séculos X e XVIII. Persistindo na época colonial, imbricavam elementos decorativos de origem indígena, europeia e asiática, como atestam os exemplares reunidos em áreas de antigas missões jesuíticas, como Monte Alegre e Santarém, por Alexandre Rodrigues Ferreira na sua Viagem Filosófica (1783-1792). Um aspecto da cultura Santarém que quando melhor abarcado abrirá caminhos para a compreensão das dinâmicas existentes entre cultura material compartilhada, territorialidades e continuidades culturais no passado e no presente.

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