• https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.56580Copy DOI Icon

Bertolt Brecht, o sonetista

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Bertolt Brecht (1898-1956) escreve no início da década de 1930 um ciclo de treze sonetos nos quais uma alta carga erótica se alia à já programática combatividade política do autor e a seu radical conhecimento das tradições literárias europeias. Escritos em paralelo com os sonetos de Margarete Steffin (1908-1941), os de Brecht parecem ocupar uma posição exemplar na tensíssima, mas frutífera relação do autor com a tradição. O objetivo do presente artigo é investigar em que medida esse ciclo de sonetos (só aparentemente deslocado da obra brechtiana) seria, pelo contrário, testemunho de sua coerência poetológica ao tensionar a relação com suas referências literárias, em especial com Dante Alighieri (1265-1321) nos poemas em questão. Vale-se, para isso, da análise minuciosa e da tradução de “Das zwölfte Sonett (Über die Gedichte des Dante auf die Beatrice)” – intitulado aqui “Décimo segundo soneto (Sobre os poemas de Dante acerca de Beatrice)”.

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