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  • Recomendações Clínicas para o Diagnóstico e Tratamento da Osteoartrite de Joelho
  • https://doi.org/10.36489/nursing.2025v30i326p11202-11214Copy DOI Icon

Recomendações Clínicas para o Diagnóstico e Tratamento da Osteoartrite de Joelho

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Introdução: A osteoartrite de joelho é uma doença degenerativa crônica caracterizada pela destruição da cartilagem, dor progressiva, rigidez e limitação funcional. Sua prevalência aumenta com a idade e está associada a elevado impacto socioeconômico, incluindo incapacidade e aposentadorias precoces. O manejo adequado é essencial para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de diretrizes clínicas nacionais e internacionais, obtidas em bases como MEDLINE, PubMed, NICE, International Guideline Library e Scopus, sem restrição temporal. Foram incluídas diretrizes em inglês, português e espanhol, com informações sobre diagnóstico e tratamento da osteoartrite de joelho. A qualidade metodológica foi avaliada pelo instrumento AGREE II, considerando escopo, rigor, clareza, aplicabilidade e independência editorial. Resultados: Foram analisadas 14 diretrizes publicadas entre 2011 e 2022, provenientes de países como Canadá, Brasil, Espanha, Estados Unidos, China e Itália. Observou-se consenso na ênfase ao tratamento não farmacológico, principalmente exercícios físicos regulares supervisionados, associados à perda de peso em pacientes obesos. Em relação ao tratamento farmacológico, destacam-se anti-inflamatórios não esteroidais tópicos como primeira opção e uso criterioso de AINEs orais e corticosteroides intra-articulares para alívio temporário da dor. O ácido hialurônico apresenta benefício mais prolongado, embora de início tardio. Terapias emergentes, como plasma rico em plaquetas (PRP), mostram potencial, mas carecem de maior evidência. Intervenções cirúrgicas, como osteotomia e artroplastia total do joelho, são reservadas para casos refratários, sendo a cirurgia artroscópica de benefício limitado e controverso. Conclusão: As diretrizes reforçam que o tratamento da osteoartrite de joelho deve priorizar intervenções não farmacológicas, com destaque para exercícios físicos e controle de peso. Abordagens farmacológicas e cirúrgicas devem ser individualizadas e utilizadas de forma escalonada. Novas terapias biológicas, como PRP, representam perspectivas futuras promissoras, mas ainda não substituem os tratamentos convencionais.

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