Seguimento em longo prazo da papilectomia endoscópica nos tumores da papila duodenal maior
Introdução: A papilectomia endoscópica ainda é procedimento controverso para tratar os tumores da papila duodenal maior. Objetivo: Analisar a eficácia da papilectomia endoscópica nos tumores benignos e malignos da papila duodenal maior, em relação a recidiva tumoral no seguimento de 48 meses ( seguimento médio de 21,3 meses) e avaliar comparativamente as complicações decorrentes desse procedimento nas lesões benignas e malignas. Método: Cinquenta e quatro pacientes foram incluídos após estadiamento ecoendoscópico. Foram divididos em dois grupos, aqueles com doença maligna (DM) e benigna (DB). Analisou-se a ocorrência de eventos adversos, recidivas e os resultados do seguimento médio de 21,3 meses. Resultado: A biópsia endoscópica fez o diagnóstico de malignidade em 45% e benignidade em 55% dos casos. O total com doença maligna foi de 20 casos, sendo 15 adenocarcinomas, 3 carcinomas neuroendócrinos e 2 adenomas vilosos com displasia de alto grau. As doenças benignas foram 34, 15 adenomas tubulares, 12 adenomas vilosos e 7 hiperplasia duodenal. Efeitos adversos durante o tratamento no grupo benigno foram: hiperamilasemia (29,6%), pancreatite aguda (18,5%) e sangramento (13%); a ressecção foi completa em 91,7%. No grupo maligno houve sangramento em 15% e pancreatite aguda 10%. Nos dois grupos 65% possuía icterícia A ressecção foi completa em 92,9%. No seguimento de quatro anos 70% não possuíam qualquer sinal da doença. Foram encaminhados ao tratamento cirúrgico seis (30%) casos, três (5,55%) apresentando lesão residual e linfonodos comprometidos. Conclusão: A papilectomia endoscópica foi um procedimento eficaz e seguro no tratamento dos tumores de papila, benignos e malignos em relação a redicidiva tumoral no seguimento proposto de 48 meses ( seguimento médio de 21,3 meses). As complicações mais frequentes da papilectomia por tumores benignos foram: icterícia, hiperamilasemia, pancreatite aguda e sangramento, enquanto por tumores malignos foram: icterícia, sangramento e pancreatite.
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