- Research Article
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- 10.55684/2024.82.e.e076
Inibição do VEGF pelo bevacizumabe na regeneração hepática: estudo em ratos
- Oct 22, 2024
- BioSCIENCE
- Osvaldo Malafaia + 2 more +2
Introdução: extensas ressecções e transplantes de partes do fígado são possíveis, graças à sua capacidade regenerativa que é dependente da ativação do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) o qual também regula angiogênese. O bevacizumabe (BV), anticorpo monoclonal inibidor do VEGF é neoadjuvante amplamente utilizado no tratamento de cânceres restringindo a densidade microvascular, podendo causar efeitos indesejáveis na cicatrização pós-operatória e na regeneração hepática. Objetivo: Avaliar a regeneração hepática, pós-hepatectomia a 70%, sob ação de 1 dose (5 mg/kg) de BV em modelo experimental murino, durante 15 dias. Método: Utilizaram-se 32 ratos Wistar submetidos à hepatectomia parcial (HP), separados em 2 grupos conforme o tratamento controle (C) tratados com solução fisiológica e BV tratados com bevacizumabe, subdivididos conforme o tempo de observação (48 h e 15 dias). Os efeitos dele na regeneração hepática foram avaliados nas avaliações ponderais e função hepática. No fígado remanescente avaliaram-se atividade mitótica, densidade microvascular (angiogênese), proliferação nuclear, histopatologia para investigar fibrose, edema e congestão. Resultado: No 15º dia e tratamento com BV, não ocorreram diferenças nas avaliações ponderais, na função hepática e nos índices mitóticos. Porém, houve diminuição na viabilidade celular, densidade microvascular e piora na ocorrência de alterações histopatológicas como fibrose, edema e congestão hepáticas. Conclusão: A dose única de bevacizumabe não causou ao 15º dia alterações ponderais, bioquímicas séricas e dos índices mitóticos. Contudo induziu diminuição da densidade microvascular, viabilidade celular e alterações histopatológicas hepáticas como edema, congestão e fibrose.
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