- Research Article
- 10.56238/levv16n55-137
MANEJO DO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS ORAIS: TRATAMENTOS E PROGNÓSTICO
- Dec 29, 2025
- LUMEN ET VIRTUS
- Lorena Ferreira Das Neves + 8 more +8
O carcinoma de células escamosas oral (CCEO) representa a neoplasia maligna mais prevalente da cavidade oral, associado a alta morbidade, impacto funcional significativo e taxas expressivas de mortalidade. A oncogênese do CCEO é multifatorial e envolve a exposição contínua a agentes carcinogênicos, como tabaco, álcool, noz de areca e infecção pelo papilomavírus humano, resultando em alterações genéticas e epigenéticas que ativam vias oncogênicas, como EGFR, PI3K/AKT/mTOR, JAK/STAT e Wnt/β-catenina. Além disso, o microambiente tumoral exerce papel determinante na progressão da doença, uma vez que macrófagos associados ao tumor, fibroblastos, células mieloides supressoras e linfócitos T modulam a proliferação, invasão, angiogênese e evasão imunológica por meio de citocinas, quimiocinas e metabólitos bioativos. O manejo clínico permanece baseado em abordagem multimodal, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia à base de cisplatina, complementadas por terapias-alvo e imunoterapia em casos avançados ou recorrentes. Entretanto, a heterogeneidade tumoral limita a eficácia dessas estratégias, reforçando a necessidade de biomarcadores precisos, como EGFR, APOBEC3A e RRAS, para melhor estratificação dos pacientes e direcionamento terapêutico. Adicionalmente, pacientes diagnosticados com CCEO apresentam risco aumentado de desenvolver segundos tumores primários devido ao fenômeno de cancerização de campo, o que impacta negativamente o prognóstico e demanda vigilância contínua. Dessa forma, compreender as vias moleculares envolvidas na tumorigênese, as interações celulares do microambiente tumoral e os fatores prognósticos associados é fundamental para aprimorar o diagnóstico precoce, orientar condutas terapêuticas individualizadas e melhorar a sobrevida dos pacientes. Os avanços recentes em imunoterapia, proteogenômica e compreensão do TME oferecem novas perspectivas para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes e personalizadas no tratamento do CCEO.
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