A presente revisão narrativa pretende traçar a relação do Pilates com a reeducação postural, tentando esgotar o conjunto das variáveis significativas para a área que cada vez mais se pretende substituir à Fisioterapia clínica. Veremos que, sendo sobrestimado, o Pilates não fornece, ainda, evidência que o sobrepuje às outras formas de exercício, com este a poder ser encarado de diversas maneiras, passíveis de dificultar a retirada de ilações concretas. A «reeducação postural» é abrangida pelas diferentes latitudes de uma intervenção global, que, não podendo subtrair-se à ciência, deve dela recolher o conjunto «holístico», de variáveis como «postura», «flexibilidade» e «força», que, aqui, sintetizamos. A sua relação com a temática das «raquialgias» abrevia a Fisioterapia, colocando-a numa situação em que a sua relevância é questionada, sobretudo no encadeamento com as variáveis psicossociais, bem como com a medicina «anti-sintomática». A revisão (que incide, sobretudo, sobre revisões sistemáticas) inclui os seguintes temas fundamentais: Pilates vs. raquialgias; «core» vs. raquialgias; exercício vs. raquialgias; «controlo motor» vs. raquialgias; «postura» vs. raquialgias; transporte de mochilas; exercício vs. deformidades posturais; exercício vs. escoliose (incluindo Pilates, método Schroth e Physiotherapeutic scoliosis-specific exercise); reeducação postural global; reabilitação postural; perceções dos fisioterapeutas sobre «postura correta»; educação postural e back school; natação; neurodinâmica; terapia manual vs. deformidades posturais; fatores psicossociais, incluindo benefícios «psicológicos» do Pilates. Conclusão: a compreensão das variáveis como um todo é necessária à orientação futura de estudos que abarquem o conjunto das diversas variáveis, bem como a segurança das práticas, para a qual a melhor solução constitui o equilíbrio entre as abordagens posturais e as antisintomáticas. A compreensão em causa tem de incluir a relação dos fatores posturais com os nociceptivos, passando pelo movimento que os concilia. De resto, o fator placebo tem de ser naturalmente incluído, sem o qual será impossível perceber a zona de relevância da intervenção fisicalista.
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