- Research Article
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- 10.5965/1984723826622025198
A democracia radical e os cotidianos escolares: entre dissidências e cartas
- Dec 16, 2025
- Revista Linhas
- Rodrigo Barchi
Este artigo, produzido de modo ensaístico e a partir de uma pesquisa bibliográfica, propõe pensar a democracia como categoria de compreensão política nos/dos/com os cotidianos escolares, não a imbuindo de uma finalidade dos processos educativos sob os ditames de uma perspectiva institucionalizada de representação ou participação limitada nas tomadas de decisões, mas de um exercício de poder constituinte, resistência e criação. A primeira parte apresenta noção de democracia radical discutida, a partir de Spinoza, por Antonio Negri e alguns de seus intérpretes e interlocutores. A segunda seção amplia o debate sobre essa perspectiva, a partir de intérpretes do pensamento de Marx, que desvinculam sua postura democrática do âmbito da tomada do poder do Estado. No momento seguinte, busca evidenciar, na obra “Cartas à Cristina”, de Paulo Freire, alguns elementos da democracia radical discutida anteriormente, presentes na percepção do educador pernambucano. E finaliza com o debate que o campo dos estudos nos/dos/com os cotidianos escolares no Brasil vem construindo em uma perspectiva democrática, costurando possibilidades de pensá-la como aparato de interpretação de sua dimensão política para além dos limites da representatividade. Neste sentido, e como se apresenta nas considerações finais, o texto aponta para a possibilidade de a democracia ser entendida e construída, em sua radicalidade, como exercício ético e político de poder constituinte nos cotidianos escolares.
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