Brandão, como era chamado, nasceu em 14 de abril de 1940 no Rio de Janeiro, mais exatamente em Copacabana. Foi no âmbito das férias no interior, com a família, que ele despertou para o fascinante mundo rural e da poesia. Em sua última carta-e-mail (2023), destinada à "Gente amiga de perto e de longe", ele registra, com orgulho, que, como jovem, escalou o Dedo de Deus e o Paredão Baden-Powel, no Irmão Maior do Leblon. Foi no período dos agitados anos 1960 que ele cursou Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Em paralelo, viveu sua mais atuante participação nos movimentos de cultura e educação popular, participação essa que manteve durante toda a vida, sempre em busca da justiça social. Como membro da Juventude Universitária Católica (JUC), uma das organizações da Ação Católica, e depois sua adesão ao Movimento de Educação de Base (MEB), teve os primeiros contatos com as ideias e ideais de Paulo Freire. Tendo realizado curso no México sobre educação de adultos, em 1967, e já na qualidade de educador e pesquisador, ele ingressa como professor na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB). É quando publica seu primeiro livro, ainda com dimensões de abordagem do folclore: Cavalhadas de Pirenópolis: Um estudo sobre representações de cristãos e mouros em Goiás (1974). Em 1972, Brandão dá início a uma nova etapa de sua trajetória de formação acadêmica. Ao optar pela Antropologia, ingressa no recém-criado curso de Mestrado em Antropologia Social da UnB. Concluído o seu mestrado em 1974, torna-se o primeiro aluno do curso a defender a dissertação, que será publicada em 1977: Peões, Pretos e Carlos Rodrigues Brandão (in memoriam)
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