Partindo do pressuposto de que cabe à escola respeitar, valorizar e partir da realidade do estudante, e não o oposto, este trabalho, embasado na Sociolinguística (CYRANKA, 2014; FARACO, 2015), por meio de uma perspectiva crítica (HAWKINS e NORTON, 2009), tem como objetivo desvelar de que forma conceitos acerca da variação linguística são aplicados em um livro didático de circulação nacional. Trata-se, portanto, de pesquisa documental qualitativa, cujo corpus consiste em três volumes do livro Linguagens: português, de Cereja e Magalhães (2012), distribuídos pelo governo federal a escolas públicas do Brasil. Os resultados apontam que o material analisado contempla, em geral, variações linguísticas de maneira coerente, mas evita as mais estigmatizadas, além de não as relacionar com as relações de poder.
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